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Sáb, Jan

Ano letivo deve ser concluído apenas com aulas a distância, diz secretário de Educação do DF

Notícias EAD

De acordo com Leandro Cruz, não existe previsão de retorno de atividades presenciais. Curva de contágio do novo coronavírus impede reabertura de escolas públicas.

De acordo com Leandro Cruz, não existe previsão de retorno de atividades presenciais. Curva de contágio do novo coronavírus impede reabertura de escolas públicas.

O Secretário de Educação do Distrito Federal, Leandro Cruz, afirmou na manhã desta terça-feira (1) que "não existe previsão de retorno das aulas presenciais" e que o ano letivo nas escolas públicas da capital pode ser finalizado apenas com atividades a distância (assista abaixo).

Leandro Cruz falou sobre o tema em entrevista ao Bom Dia DF. A previsão da pasta é de que o ano letivo seja concluído até o dia 28 de janeiro.

"Nós retornaremos quando tivermos condições sanitárias", disse.
A Secretaria de Educação chegou a prever a retomadas das atividades presenciais para a última segunda-feira (31), mas recuou pouco mais de uma semana antes da data. "O nosso objetivo era estar retornando agora exatamente nesse momento, no calendário escalonado, pela curva da pandemia não foi possível", disse.

"Nós não colocaríamos em risco nossos professores, funcionários e principalmente nossos estudantes para servir como vetores de propagação da doença."
Questionado sobre a possibilidade dos alunos serem prejudicados devido às restrições no ano letivo, como a falta de internet dos estudantes (saiba mais abaixo), o secretário afirmou que "terá danos a todos os alunos em 2020, aos que estão em forma remota e mais ainda àqueles que não estão".

Internet gratuita
As atividades de ensino na rede pública voltaram no dia 22 de junho, apenas a distância, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. Desde então, quem não tem internet pode buscar o material impresso nas escolas, é o chamado "kit pedagógico".

Um projeto do GDF prevê que o acesso à plataforma Google Sala de Aula – onde o conteúdo de ensino é disponibilizado – seja realizado sem gastar o pacote de dados dos usuários. Atualmente, para quem depende da internet do celular, o acesso ocorre por meio dos dados móveis, que são limitados e cobrados do usuário.

Mais de dois meses após o início das aulas a distância na rede pública, a promessa de fornecer internet gratuita para alunos e professores não se concretizou. O secretário afirma que a pasta disponibilizou em agosto o edital de chamamento público que abriu a possibilidade das operadoras se credenciarem para fornecer o serviço (veja entrevista completa acima). Contudo, não houve adesão das empresas.

Internet gratuita para alunos da rede pública do DF não saiu do papel: 'Só não fico perdida porque tem material impresso', diz mãe
De acordo com o secretário, a pasta agora planeja o envio de um projeto de lei à Câmara Legislativa do Distrito Federal, que propõe isenção de ICMS sobre as operações de telefonia, para estimular a parceria com as operadoras.

Questionado sobre a dinâmica de ensino em que parte dos alunos recebem material impresso e outra consegue assistir aulas online, Leandro Cruz afirma que "não tinha ninguém em condições de estar preparado para este momento", e que o cenário é resultado de "uma dívida histórica".

"São 468 mil estudantes da rede e nunca teve uma política de distribuição de equipamentos digitais para esses estudantes", disse.
Segundo o secretário o processo de fornecimento de internet gratuita segue o processo legal e está em conformidade com o orçamento da pasta.

Fonte: G1