Educação via internet será desafio para novos vereadores e prefeitos brasileiros, afirma especialista

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Sáb, Nov

Educação via internet será desafio para novos vereadores e prefeitos brasileiros, afirma especialista

Notícias EAD

Segundo dado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, o acesso à internet pelo celular chega a 80,2% dos domicílios brasileiros. No Nordeste, o acesso por banda larga fixa ultrapassa a móvel: 77,9% das residências usam a banda larga fixa contra 64,1% de banda larga móvel. Especialista em Educação e Tecnologia acredita que a educação via internet será o grande desafio dos municípios brasileiros no pós-pandemia.

Segundo dado mais recente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, o acesso à internet pelo celular chega a 80,2% dos domicílios brasileiros. No Nordeste, o acesso por banda larga fixa ultrapassa a móvel: 77,9% das residências usam a banda larga fixa contra 64,1% de banda larga móvel. Especialista em Educação e Tecnologia acredita que a educação via internet será o grande desafio dos municípios brasileiros no pós-pandemia.

Um dos grandes desafios a serem enfrentados pelos novos vereadores e prefeitos eleitos no pleito eleitoral do último domingo será a retomada das atividades escolares. É o que acredita Alfredo Freitas, especialista em educação e tecnologia diretora da Universidade americana, Ambra University. Segundo ele, o ensino remoto deverá receber mais atenção e investimentos nos municípios brasileiros e será um grande medidor da competência de gestão dos novos eleitos.

“Já detectamos no Brasil, mesmo antes da pandemia, um aumento considerável nas matrículas em universidades via internet. Uma modalidade de estudo que está alterando a realidade dos municípios brasileiros, que até pouco tempo atrás obrigavam a força jovem a migrar para as grandes cidades em busca da formação superior. Agora, conectados, é cada vez maior o número de estudantes que estão cursando nível superior nos rincões do país”, afirma Alfredo Freitas.

O especialista avalia que o modelo de aprendizagem via internet alcança locais com poucas ou nenhuma opção de instituição de ensino superior e está correto. Dado mais recente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), motra que entre 2008 e 2018, as matrículas de cursos de graduação a distância aumentaram 182,5%, na modalidade presencial o crescimento foi apenas de 25,9%.

“Também já detectamos um aumento da procura por tecnologia em educação para auxiliar na recomposição dos conteúdos escolares perdidos devido à pandemia este ano. Muitos municípios já estão reformulando suas políticas educacionais para tornar o ensino pós pandemia mais online do que nunca. Uma tendência que também observamos nos Estados Unidos”, afirma Freitas.

Dados do Censo da Educação Superior no Brasil, mostram que, mesmo antes da pandemia, as matrículas em EaD cresceram 17,6% de 2016 para 2017. Os estudantes de educação a distância (EaD) chegaram a quase 1,8 milhão em 2017 – o equivalente a 21,2% do total de matrículas em todo o ensino superior. Números que devem crescer ainda mais na avaliação de Alfredo Freitas no mundo pós-pandemico.

Brasil Conectado

Na educação superior, em cursos técnicos e de línguas estudar via internet já é realidade. São inúmeras as possibilidades para capacitação de forma remota. O Brasil conta com 134 milhões de usuários de Internet, de acordo com pesquisa TIC Domicílios, do Comitê Gestor da Internet (CGI.br), o que representa 74% da população com 10 anos ou mais.

Embora seja um número significativo, cerca de um quarto dos indivíduos (47 milhões de brasileiros) seguem desconectados. Essa realidade precisa ser mudada segundo o Alfredo Freitas. “A interação com a tecnologia estimula a aprendizagem. Como a pandemia acelerou as soluções na área de ensino a distância a expectativa é que os investimentos para que a internet chegue em áreas remotas cresçam. O acesso à Internet nesse momento de pandemia é essencial para trabalho e estudo remoto “, enfatiza Alfredo.

Um dado inédito, na série histórica da pesquisa TIC Domicílios, mostra que 53% da população que vive em áreas rurais declarou ser usuária de Internet. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mostrou que de 2017 até 2020, o número de acessos à internet por via fibra óptica cresceu quase cinco vezes. Hoje pequenos provedores suprem a demanda por internet rural, o que muitas vezes não chega as estatísticas da Anatel. Empresas pequenas compram espaços de grandes provedores, instalam equipamentos e redistribuem o sinal.

“O cenário para o ensino remoto está promissor e deve ser considerado de perto pelos novos prefeitos e vereadores. É um tema primordial neste período”, alerta Alfredo Freitas.

Online com menor Custo

De acordo com Alfredo Freitas, os municípios brasileiros diminuiriam custos com o investimento em educação online. Para o especialista em educação e tecnologia que tem mais de 15 anos de experiência, é preciso, no entanto, assegurar a qualidade da oferta do ensino remoto tanto para professores quanto para os alunos. “Não é porque é ensino online que tem que apresentar baixa qualidade. Há um preconceito que precisa ser rompido no Brasil para esta modalidade de ensino”, afirma.

De acordo com Alfredo Freitas, os municípios brasileiros diminuiriam custos com o investimento em educação online. Para o especialista em educação e tecnologia que tem mais de 15 anos de experiência, é preciso, no entanto, assegurar a qualidade da oferta do ensino remoto tanto para professores quanto para os alunos. “Não é porque é ensino online que tem que apresentar baixa qualidade. Há um preconceito que precisa ser rompido no Brasil para esta modalidade de ensino”, afirma.

Fonte: One Vox Press