fbpx

Sidebar

18
Seg, Out

Discussão sobre ensino híbrido na rede pública ainda engatinha

Notícias EAD

Propostas são poucas; recentemente, projeto uniu quatro federais de várias partes do País e agora será replicado para 20

Propostas são poucas; recentemente, projeto uniu quatro federais de várias partes do País e agora será replicado para 20

A receita tradicional do ensino híbrido – com parte das aulas sendo cursadas presencialmente e parte sendo desenvolvida a distância, por meio de metodologias como sala de aula invertida – não faz parte dos editais das instituições públicas para um futuro próximo.

Mas algumas iniciativas já sinalizam o uso do formato, mesmo que de forma pontual. Recentemente, a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) conduziu o piloto de um projeto de integração cujo objetivo é possibilitar que os universitários possam cursar de forma remota disciplinas de instituições nas mais variadas regiões do País. Quatro universidades federais participaram da experiência, que agora será replicada para outras 20.

Na Universidade de São Paulo (USP), a adoção do ensino híbrido também não está em pauta, mas a instituição tem incentivado a adoção de novas tecnologias de ensino. Neste ano, por exemplo, foi publicado um edital para a criação de Consórcios Acadêmicos para a Excelência no Ensino de Graduação. A iniciativa contempla recursos de R$ 1,5 milhão para 45 programas organizados em quatro áreas: inovação e integração docente no ensino de graduação; formação de professores para a educação básica no cenário 2030; avaliação como instrumento para aperfeiçoar o ensino de graduação; e políticas de inclusão e ingresso na USP.

 

Plano é integrar o trabalho de docentes com experiência em ensino e pesquisa de vários câmpus da USP Foto: DANIEL TEIXEIRA/ ESTADÃO
O ensino híbrido é abordado em alguns dos projetos escolhidos, como "Utilização de ferramentas digitais, gaming e aprendizagem baseada em problemas no ensino híbrido de Biologia do Desenvolvimento". A proposta é criar uma versão híbrida da disciplina Biologia do Desenvolvimento, hoje alocada no Instituto de Ciências Biomédicas, para que seja aproveitada em outras graduações em Ciências Biológicas e de Saúde da USP.

A proposta visa a integrar o trabalho de docentes em diferentes câmpus da USP com experiência em pesquisa e ensino na área de biologia do desenvolvimento e a aprendizagem colaborativa dos alunos, com o auxílio de videoconferências e trabalhos em grupo virtuais.

Darwin
Para a realização de atividades práticas no ambiente virtual, os pesquisadores estão desenvolvendo um jogo no qual os estudantes poderão recriar as pesquisas de Charles Darwin e reanalisá-las no contexto molecular. "Vamos avaliar os resultados da experiência híbrida. Caso tenha problemas, pelo menos o game permanecerá como ferramenta de apoio remoto às aulas", explica Chao Yun Irene Yan, coordenadora do projeto. "De qualquer forma, nossa proposta é algo ainda novo para a própria USP e termos de discutir bem com a pró-reitoria de graduação e a comunidade acadêmica os próximos passos."

Fonte: Estadão