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04
Ter, Ago

Kroton reorganiza cursos de engenharia a distância

Notícias EAD

De olho no mercado crescente, Unopar e Anhanguera (ambas do grupo Kroton) unificam a metodologia e lançam novos cursos na área

(Com informações do Ipea, do Confea e da Assessoria de Comunicação da Kroton)

Com o objetivo de fazer frente a uma demanda crescente, a de alunos de cursos de engenharia a distância, a Kroton Educacional investiu em cursos do tipo em 2016. As instituições de ensino da Kroton (Unopar e Anhanguera) estão unificando a metodologia e adotando um ambiente virtual de aprendizagem próprio, o Kroton Learning System 2.0, além de lançarem novas opções neste ano, como os cursos novos de Engenharia Elétrica, Civil e Mecânica na Unopar.

"Há uma grande escassez de profissionais nessa área, e a educação a distância é uma forma eficiente de fazer frente a esse cenário", afirma Márcio Sella, coordenador de cursos de engenharia da Kroton (veja mais detalhes sobre o crescimento desse mercado de trabalho no fim dessa matéria). Segundo Sella, chegou-se a uma estrutura que permite aos alunos a distância utilizarem exatamente os mesmos ambientes dos alunos de cursos presenciais nas partes que repqerem presença física (avaliações, laboratórios, aulas práticas e estágio).

Nesse processo de reorganização dos cursos, a Kroton determinou um padrão de curso de bacharelado em engenharia com duração de 5 anos, distribuídos em 10 semestres. Os cursos a distância se baseiam no Sistema de Ensino Presencial Conectado, com recursos multimidiáticos e carga horária presencial que varia de acordo com cada especialização:

- Engenharia de Controle e Automação: 41% de conteúdo presencial e 59% EAD.
- Engenharia de Computação: 40% do conteúdo presencial e 60% EAD.
- Engenharias Mecânica e Elétrica: 38% do conteúdo presencial e 62% EAD.
- Engenharia Civil: 37% do conteúdo presencial e 63% EAD.
- Engenharia de Produção: 34% do conteúdo presencial e 66% EAD.

O aluno deverá cumprir, ainda, 200 horas de estágio curricular obrigatório por lei. Além disso, o aluno do curso a distância precisa se deslocar para a unidade ou polo de apoio presencial de uma a duas vezes por semana, dependendo do semestre e curso que está cursando. Os estudantes contam com as aulas práticas, realizadas em laboratórios equipados que completam o aprendizado. Durante as aulas, os alunos têm o apoio de um tutor em sala com formação e atuação na área específica.

Mercado de trabalho em engenharia

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em 2013, num cenário de crescimento da economia, indicou que a demanda brasileira por engenheiros deve continuar a crescer até 2020. Ainda segundo esse estudo, a expectativa é de que, até 2020, o número de engenheiros requeridos pelo mercado de trabalho formal, a depender do cenário de crescimento da economia, atinja entre 600 mil e 1,15 milhão de profissionais.

Nos últimos anos o cenário de crescimento mudou, com o Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) indicando um queda no número de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) em torno de 10% a 15%, mas apesar disso o número de estudantes dispostos a se matricular em cursos do tipo só aumenta. Segundo pesquisa do Instituto de Estudos Educacionais do MEC (Inep), as matrículas em cursos de Engenharia cresceram 52% nos quatro primeiros anos desta década.

Além disso, a busca do mercado brasileiro por profissionais estrangeiros com grande expertise tem crescido. Segundo o Confea, enquanto foram solicitados registros permanentes de engenheiros estrangeiros no Brasil por 74 profissionais em 2013, no ano passado, só até novembro, o número de pedidos quase dobrou, chegando a 127. E a tendência é que cresça ainda mais. Em outubro do ano passado, foi assinado um convênio com a Ordem dos Engenheiros de Portugal para permitir o ingresso de 500 engenheiros no mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: Ache seu Curso
Publicado em: 17/02/2016