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Ter, Maio

Muitos empregos de hoje não existiam em 1940. Será que existirão em 2040?

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Nova pesquisa analisa a complexa relação entre as mudanças tecnológicas e o mercado de trabalho

Nova pesquisa analisa a complexa relação entre as mudanças tecnológicas e o mercado de trabalho

As mudanças tecnológicas impulsionam transformações no mercado de trabalho. Enquanto os empregos na indústria diminuíram ao longo das décadas, novas profissões surgiram, como motorista de carro de aplicativo e gerente de mídias sociais.

Um estudo recente, publicado no “Quarterly Journal of Economics”, analisou o papel da tecnologia na criação de novos empregos e na reconfiguração da economia. Os pesquisadores criaram um banco de dados de profissões de 1940 a 2018 e utilizaram processamento de linguagem natural para investigar novas funções.

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Os resultados mostraram que cerca de 60% dos empregos em 2018 não existiam em 1940. Desde então, a maior parte das novas profissões se afastou da produção e dos cargos administrativos médios e passou a se concentrar em funções especializadas bem remuneradas e empregos mal remunerados no setor de serviços.

Além disso, os pesquisadores identificaram dois impactos distintos da tecnologia. Enquanto a ampliação cria novos tipos de empregos (como gerente de mídias sociais), a automação reduz a necessidade de trabalhadores em outras áreas (por exemplo, caixas de supermercados sendo substituídos por caixas de autoatendimento).

Eles descobriram que a automação eliminou o dobro de empregos de 1980 a 2018 em comparação com o período de 1940 a 1980. Embora a ampliação tenha adicionado algumas novas profissões à economia, não foram tantas quanto as perdidas pela automação.

Até o momento, os pesquisadores não têm certeza se a inteligência artificial aumentará o crescimento de empregos ou a automação. Eles apontaram essa questão como um campo para pesquisas futuras.

“Temos essa nova ferramenta, mas ainda não sabemos ao certo como usá-la. Novas tecnologias têm pontos fortes e fracos e leva tempo para compreendê-los", apontou David Autor, professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

"Por exemplo, o GPS foi inventado para fins militares e demorou décadas para se tornar parte dos nossos smartphones”, lembrou o pesquisador, que é o autor principal do estudo. “Esperamos que nossa abordagem de pesquisa nos permita dizer mais sobre esse assunto no futuro.”

Fonte:Fastcompany Brasil

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