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Sáb, Maio

Mãe descobre criatividade com as aulas online das filhas

Notícias EAD

Dona de casa Luciana Maria de Oliveira Silva superou o luto e a depressão acompanhando atividades remotas da escola.

Dona de casa Luciana Maria de Oliveira Silva superou o luto e a depressão acompanhando atividades remotas da escola.

Com o isolamento social e as aulas remotas, mães também assumiram o papel de professoras em casa. A dona de casa Luciana Maria de Oliveira Silva é mãe da Kiara do primeiro período e de Camile, que estuda no quinto período e descobriu a criatividade acompanhando as filhas.

Moradora de Belém do São Francisco, em Pernambuco, Luciana tem se dedicado a acompanhar as aulas das filhas. "Como a Kiara é mais nova, tenho assistido as aulas junto com ela e tem sido uma experiência muito rica poder acompanhar a evolução da minha filha, uma oportunidade que teria se as aulas fossem presenciais", avalia.

Pouco antes do isolamento social e das aulas remotas, Luciana perdeu a mãe. "ela era o amor da minha vida, minha estrutura e em março perdi a minha sogra", conta. "Na sequência, começaram as aulas remotas pela plataforma, eu era obrigada a sair da cama e interagir com as minhas filhas, faço os trabalhos junto com elas e aprendi a ser criativa."

"As aulas online são muito diferentes, vejo o quanto os professores estão se esforçando e tiro o meu chapéu, nem sempre a conexão com a internet colabora e é dificil manter a atenção das crianças, mas vejo a evolução no desenvolvimento das minhas filhas mesmo durante a pandemia", conclui.

Professora em casa

Cecília Lopes Marinheiro é pedagoga e residente no município de Abaré e também é mãe de dois alunos que estudam na escola Bento Freire, no município de Chorrochó — a cidade onde moram está sem aula desde o começo da pandemia.

"Moramos na aldeia Pambu e meus filhos estudam em uma escola indígena e as aulas continuam de maneira remota, a plataforma Cloe foi usada porque é uma ferramenta que permite adaptação do conteúdo às nossas tradições, contempla a diversidade", explica Cecília, que é da etnia Tumbalalá.

Segundo Cecília, a conexão da internet na região é instável e muitos não têm celular para acessar as ferramentas online. "Para que as crianças não percam o conteúdo, as atividades são impressas e na aldeia as aulas continuam sendo baseadas nas nossas tradições".

Por ser coordenadora pedagógica, Cecília une a experiência profissional com a maternidade. "Meus filhos recebem as aulas e eu explico a eles o conteúdo, ajudo nas lições, o bacana é que com a plataforma eles podem explorar mais o contexto cultural deles", observa. "Na falta de tinta, fizeram pintura com barro e para debater poluição, eles foram até um rio perto de casa que ainda é limpo, mas me preocupo muito com a aprendizagem de uma maneira geral, teremos muitos prejuízos no futuro com as escolas fechadas."

Fonte: R7